terça-feira, 22 de junho de 2010

Educar na diversidade: um desafio.

......................O texto a seguir são fragmentos de um artigo redigido por mim, época de Faculdade..............


         Como tantos outros paradigmas a "diversidade", emerge em nossa atual sociedade e nos leva a refletir sobre o papel da educação, da escola e do educador como mediador de conhecimentos. Sabemos que há muito tempo a diversidadem ou melhor, as diferenças sempre existiram e não seria agora que deixariam de existir.
       Nada melhor do que existir diferenças....... O que precisamos compreender é que essas diferenças não podem se tornar motivos de desigualdades.....Que diferenças como o sexo, cor de pele, religião, orientação sexual, condições físicas, classe social, idade não assumam relevância determinando o tipo de relação que teremos com a sociedade, com o amor, com o trabalho, com a cultura, com os bens e riquezas produzidos, com o futuro, com a vida...enfim, em todas as interrelações entre nós humanos.
    Educar hoje é um desafio porque à escola já não cabe mais o papel de simplesmente transferir o conhecimento. É necessário que ela seja um espaço fértil e mediador na construção de conhecimentos. Um espaço que transcenda qualquer limite físico e temporal, que esteja aberto a qualquer ser humano, independente de suas eventuais peculiaridades. Também é necessário que esta abertura seja efetiva, que contemple estruturas e atitudes adequadas. Que a escola possa realmente ser inclusiva, respeitando crenças, cores, religiões, capacidades, dificuldades......toda e qualquer diferença.
    Conforme MEC/Secretaria Especial de Direitos Humanos (2004, Módulo de Apresentações, s/p.),
                                         a escola ter que ser a construtura do saber com justiça social,
                                         promovendo a discussão de temas como ética, direitos humanos,
                                        diversidade, participação política [e] paz, dentro da sala de aula,
                                        como eixos integradores do desenvolvimento curricular.
     Nesse contexto de mudanças urgente e necessárias que o sistema educacional necessita, a escola tem como papel e função social fundamental, romper com as desigualdades...(não gosto de usar a palavra desigualdade, pois acho que a mesma jamais deixará de existir....o que temos que buscar é uma equidade entre as diferenças.. porém, época em que redigi o texto, não tinha essa nova forma de pensar sobre a palavra...) sociais e educacionais, oportunizando a possibilidade de promover cada vez mais a escolarização para todos e em todos os níveis.
     As atividades escolares e as práticas pedagógicas, em particular, tem papel fundamental na construção da cultura e de políticas inclusivas. Tudo porque a construção de escolas de qualidade e inclusivas para todos, necessita envolver o desenvolvimento de políticas escolares de aperfeiçoamento profissional docente com vistas a prepará-los (as) pedagogicamente para trabalhar com a pluralidade sócio-cognitiva e experiencial de estudantes por meio de enriquecer conteúdos curriculares que promovam a aprendizagem mútua, tolerância e justiça social.
    Educar na diversidade significa ensinar num contexto educacional no qual as diferenças individuais e entre os membros do grupo ou classe são destacadas e aproveitadas para enriquecer e flexibilizar o conteúdo curricular previsto no processo ensino e aprendizagem. Para enriquecer seu trabalho docente, o professor (no meu entendimento, é claro....) necessita considerar a efetiva participação de seus educandos nesse processo, oferecendo oportunidades variadas para o desenvolvimento pessoal e social dos mesmos. Para isso concretizar-se a escola necessita exercitar sua flexibilização em relação às capacidades individuais de cada criança, considerando-a como um ser que tem seu próprio ritmo, habilidades e competências.
    O processo de mudança da pedagogia tradicional (leitura, cópia, exercícios no caderno ou livro, etc) para uma pedagogia inclusiva, pouco a pouco transforma o/a docente em "pesquisador" de sua prática pedagógica, pois a nova dinâmica de ensino faz com que adquira habilidades para refletir sobre sua docência e aperfeiçoá-la continuamente. Odocente aprende a reconhecer o valor e a importância do trabalho colaborativo e da troca de experiências com seus colegas, os quais podem contribuir de forma sistemática sobre novas formas de ensinar, de lidar com "velhos" problemas e de se desenvolver profissionalmente.
   Isso quer dizer que conviver e relacionar-se com a diversidade desenvolve em nós seres humanos uma maior coerência, um desenvolvimento significativo de valores, de respeito ao outro, solidariedade e cidadania. E que todos somos responsáveis em promover a diversidade em todos os lugares onde estamos ou que pretendemos chegar, considerando-a como um valor em nossas vidas a ser seguido à risca, dia a dia, lutando por nosso espaço, compreendendo, aceitando e incentivando para que pessoas acupem lugar onde a sociedade não costuma lhes dar oportunidade de ocuparem..............
.........................Diante desta pequena reflexão sobre a importância de compreender e respeitar a diversidade, tanto no âmbito social como escolar, creio que estamos a passos lentos para a corporeidade da mesma. Porém ao mesmo tempo, percebe-se que hoje em dia há uma maior exigência para a mesma e que muitos profissionais da educação estão cada vez mais buscando alternativas para encará-las de forma mais amena e de encontrar soluções para desenvolver em nossos educando e indivíduos um senso de respeito às diferenças em seu entorno.
       Não posso deixar de falar que todos temos competências e habilidades diversas e essas diferenças é que fazem a diferença numa sociedade como a nossa, que a cada dia que passa, deseja mistificar a imagem de um ser perfeito e poderoso. Não somos perfeitos e muito menos poderosos..... Mas sim, somos seres humanos e por isso imperfeitos, porém maravilhosos diante dos olhos de algum poder supremo.......

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